E querido professor é o Carvalho!
Professor Carvalho
Como alguns colegas prefeririam ver o outro.
Para vocês verem que nem só de alunos vive o querido professor Carvalho e como, às vezes, traficante tem mais espírito de classe que os docentes, lá vai a primeira da série.
Sala dos professores. Coleguinha do Carvalho 1 fala:
- Aquela professora faltou, está doente. Fiquei com tanta pena das crianças!!!!
Carvalho não se conteve:
-É, não é? Onde já se viu, a professora ficar doente??? Alguém deveria dar uma coça nela, que absurdo!!!!
Caem o pano e o queixo dos coleguinhas todos.
Professor Carvalho adora.
Professor Carvalho passa de carteira em carteira conferindo o andamento das atividades e disposto a ajudar.
Não sem antes lançar seu famoso olhar para uma vítima em potencial.
- O que foi, professor?????????????????????
- Nada, eu só olho asim pra vocês para ter o prazer de ver essa cara de culpa.
O olhar do nosso herói é conhecido como aquele que contém mais de mil palavras.
Se tem uma coisa que Professor Carvalho NUNCA vai entender é porque direção/pedagogos/professores chamam os pais e mães dos alunos de “pai” e “mãe”. Ora, como quer o professor ter uma posição profissional se ele se porta sem profissionalismo?
Enfim, um belo dia, professor Carvalho e colegas pedem uma reunião com os pais e mães de alunos de uma turma especialmetne problemática, com violência entre estudantes e outras “cositas más”.
Chega a vez do professor Carvalho falar, depois de boas doses de professores e grupo chamando a parentela do alunado de “api e mãe” em vez de usarem seus nomes. Mas Professor Carvalho é teimoso. Para s e dirigir ao pai de um dos mais problemáticos e violentos, ele pergunta:
- Por favor, senhor, qual seu nome?
-QUALQUER UMMMMMMMMMMMMMMM!
- Bem, Senhor “Qualquer Um”, seu filho tem apresentado os seguintes problemas [enumera].
Senhor “Qualquer Um” foi o nome pelo qual o homem foi chamado por umas cinco vezes. A esposa cutucava e murmurava para ele: bem-feito!!! Até que ele decide:
-Professor, meu nome é [diz o nome correto].
Professor Carvalho, sem alterar a voz, passa a chamá-lo por este nome. NO fim da reunião, o pai do aluno vem pedir desculpas ao professor Carvalho, enquanto9 os colegas vem perguntar com oele teve coragem de fazer aquilo.
- Ora - explica nosso herói - eu apenas o chamei pelo nome que ele me deu.
Pois é, se tem uma coisa pior que aluno mala é pai/mãe de aluno mala. Dando uma merecida bronca numa menina, professor Carvalho fala:
- Menina, menina, não esqueça que o diário de classe e a caneta vermelha estão comigo!
A mãe da garota veio ao encalço de nosso herói, e de dedo em riste gritou:
- Eu vou te processaaaaaaaaaaar! Tu falou que ia reprovar minha filhaaaaaaaaaaaaa!
- Pois não, minha senhora, a senhora está em seu direito. Quer que eu mesmo lhe passe meus dados ou a senhora prefere pegá-los na secretaria?
- Mas… é que.. o senhor falou que tinha… a caneta vermelha e… [fala por cerca de 10 minutos].
- Bem, minha senhora, se sua filha tirar um 10, eu terei o prazer de anotar esse 10 na prova dela com minha caneta vermelha, não é mesmo?
- Mas é que…
- Minha senhora, a senhora falou, eu ouvi, agora é minha vez de falar. [entrega todas as safadezas da “anjinha” e da turma].
- Poxa, professor, mas se é assim, os professores tinham que ser mais rigorosos com os alunos!!!!!
Professor Carvalho sorri internamente e fala:
- Nós tentamos, senhora, mas a senhora acredita que tem pais que ainda tem a capacidade de vir reclamar se somos mais rígidos????
[cai o pano e a cara da mãe mala].
Professor Carvalho adora.
Além do espírito de porco, professor Carvalho também tem espírito de corpo. Um grupo de ex-alunos lembrando as pegadinhas do Carvalho e dizendo que professor bonzinho acaba sendo pisoteado confessa:
- Lembra da Professora Queridinha? A gente correu com ela… ahhahahahahah.
Professor Carvalho, na tampa:
- Pois é… mas ela com certeza continua formada em XXlogia. Já vocês… são formados em quê, mesmo?
Gurizada batendo em retirada de cabeça baixa. Professor Carvalho ama.
Abaixo, a pedagoga Paola Bracho, que inspira nosso herói.

Vocês já devem ter notado que Professor Carvalho ama hierarquia. Que amigo o escambau, como diria Confúcio, que só não disse essa frase porque nunca deu aula pra quinta série.
Aluno de sétima série, pesões atrapalhando o corredor. Professor Carvalho solicita:
-Senta direito, garoto! Alguém ainda pode tropeçar nos teus pés.
Garoto com ar debochado ajeita os pés e completa:
- Pronto, agora VOCÊ pode passar.
- Você não, garoto, “o senhor”.
- Ah, agora VOCÊ gosta de ser velho?
- Não é uma questão de idade, mas de hierarquia. Enquanto eu for professor, tu me chamarás de “Senhor”. “Você” tu usas para teus amigos. Não sou teu amigo, sou um profissional.
A antipatia faz parte do currículum de Professor Carvalho. E ele adora.
Outra frase que Confúcio diria se tivesse lecionado para a quinta série.
Professor Carvalho ama trocadilhos. Pergunta a uma turma de oitava série o significado de dinastia.
Um grande silêncio se faz.
Professor Carvalho não resite.
- é quando o Joãozinho, no aniversário da mãe, começa a bater na canela de suas tias. Quando a mãe vê o estrago, as irmãs e cunhadas emburradas indo embora e reclamando, pergunta pro anjinho:
- Joãozinho, o que tu fizeste?
- Nada, mãe, eu só di nas tia.
O problema é que alguns acham que essa é a explicação real.
Primeiro dia do ano escolar, expediente meramente admistrativo, ensino fundamental. Uma fila de professores contratados esperava para apresentar seus documetnos à direção.
Aluna distraidérrima sobe as escadas. Professor Carvalho pergunta:
- Fulanine, o que tu vieste fazer aqui? As aulas não começaram!
- Ah, professor, vim pegar a lista de material.
- Lista de material?????
- É, de material escolar [#cêjura]. Ah, que fila é essa?
- É a fila pra pegar a lista de material escolar.
Fulanine vai retinho pro fim da fila. Professor Carvalho morrendo de rir por dentro:
- Fulanine, estou brincando!!!!!!!!!!! Foste minha aluna o ano passado e ainda não aprendeste??? Pergunta ali na secretaria, talvez tenha algo lá.
Tem cada um que parece dois…

O professor Carvalho passa no datashow a música Redemption Song do
Projeto Playing for the change (http://www.youtube.com/watch?v=55s3T7VRQSc&feature=related ) para trabalhar as relações culturais entre os povos. Enquanto um aluno (de uma interessante mistura étnica tipicamente brasileira) tirava sarro de todas as pessoas que passavam no video, especialmente os de grupos africanos. Ao final, o professor Carvalho pergunta:
- Fulano, o que você achava de tão engraçado?.
O aluno responde:
- Ah, eles pareciam retardados professor.
- Ah, e por isso você estava rindo?
Rapidamente, o professor liga sua webcam do notebook e aponta para ele. Seu rosto é projetado na parede inteira da sala e os demais alunos começam a rir, e o professor pergunta novamente para Fulano:
- Seus amigos estão rindo. Será que você também “parece retardado” para
eles?
Desde então, nunca mais o aluno riu ao se deparar com o diferente nas
aulas do professor Carvalho, e com algumas horas de terapia irá esquecer [ou, quem sabe, aprender com] aquele momento traumatizante.
Professor Carvalho ama Playing for change e acredita que sermos todos coloridos e diferentes é o que nos faz mais iguais.
Como vocês sabem, professor Carvalho adora normas, e também cria as suas. No ensino fundamental, ele cuida dos cadernos de seus pupilos, exigindo que estejam em dia e restringe o uso de canetas coloridas. Após explicar porque quer que sejam usadas canetas azuis ou pretas nos textos e lápis nos exercícios, uma menina desafia:
- O caderno é meu e a caneta é minha, eu escrevo como quiser.
- Bem, quem lhe avalia sou eu, o diário de classe é meu e eu determino como quero os trabalhos.

Pra vocês verem que professor Carvalho também gosta de poesia, deleitem-se: